Como sobreviver a uma escala de 24 horas


Bom, já adianto que não foram 24h corridas, mas sim foi muito tempo.
Na minha volta da Guatemala para o Brasil, eu passei por El Salvador, esperei 14 horas, depois fui para Colômbia, onde esperei por mais 10 horas, e enfim, embarquei para o Rio de Janeiro.

A escala mais difícil foi a de 14h em San Salvador, pois passei a noite, madrugada e o começo da manhã. Sendo que o aeroporto tem um controle bem rígido de narcotráfico, por isso a cada 2h eram feitas revistas com os passageiros que embarcariam no dia seguinte, como eu, então nada de dormir.

Pega o caderno e vai anotando porque depois dessas 24h que pareciam não acabar nunca, eu virei uma especialista em sobrevivência de longas escalas.

1. Aproveite (aquele velho amigo) Netflix
Não sei se você sabe, mas agora o Netflix atualizado está oferecendo a versão offline de alguns conteúdos. Isso é ótimo para salvar qualquer pessoa do tédio. Eu baixei dois filmes na véspera da viagem, já que não tinha tanta memória. Assim, que cheguei no aero, jantei, assisti um filme, depois o excluí do celular e aproveitei o wifi para baixar mais dois filmes.

Esse foi o primeiro filme que eu assisti, chorei e sorri horrores. Indico pra quem gosta de comédia romântica. 
Reparou na minha bateria cheia, eu fui uma das primeiras a chegar na sala de espera, daí aproveitei pra sentar perto de uma tomada, que me salvou bastante.

É bem fácil encontrar os títulos, é só ir na Conta > Meus downloads e aí acompanhar os títulos que estão baixando e os já baixados. Eu assisti também: The Choice - que não está aparecendo na foto, pois não havia baixado ainda - e o Clube de Mães Solteiras. 

2.Monte playlists no Spotify
Já que a moda agora é curtir tudo offline, aproveita minha filha!
Eu montei várias playlists legais: uma da viagem, uma de mais tocadas no Brasil atualmente, uma gringa e outra com músicas aleatórias. Também aproveitei a wifi pra fuçar bem o Spotify e começar a seguir algumas playlist bem legais. 

3. Mantenha-se calientita, baby!
Eu cheguei em San Salvador e andei tanto que quando estava na sala de espera, saí tirando a roupa pesada toda de tanto calor. Só que eu não sou besta nem nada e levei uma roupa a mais na mala de mão porque eu sabia que o frio ia dar as caras uma hora ou outra. Levei também uma bufanda e um par de meias extras. Eu estava de tênis, mas depois da inspeção, eu aproveitei que já estava descalça pra colocar outra meia e ficar mais confortável até ter que caminhar novamente.

4. Beba água - mas não tanto!
Olha o julgamento, galera!
Não tô dizendo pra ninguém se fazer de doido e não beber água ou ficar com sede e desidratado haha. Falo pela minha experiência. Eu estava sozinha, com uma mochila e uma mala de mão (tipo bolsa, sem rodinhas e pesada), e a sala de espera que eu estava não tinha banheiros próximos. E além disso, eu não podia ficar andando pelo aeroporto depois da primeira inspeção que foi as 21h até uma hora bem próxima do meu voo no outro dia. Essas são as normas do aeroporto de lá, não sei como funcionam em outros lugares, mas por via das dúvidas...
Portanto, eu bebi água na hora que jantei, umas 19h, depois bebi umas 23h, na madrugada mais uma vez e já pelas 05h40 do outro dia, bebi bem mais e terminei a garrafinha de 510ml.



5. Abra mão da mala de mão
Leve o necessário, o indispensável e só - se der, né!
Na ida eu tinha duas malas, mas depois de dois meses eu acabei com algumas coisas a mais e tive que trazer uma terceira mala na mão, que por sinal, estava bem pesada e como não tinha rodinhas foi bem difícil está andando pra cima e pra baixo nos aeroportos com ela. Depois de dois dias de viagem (isso mesmo!), eu estava moorta real de tanto carregar mala e mais a micha mochila, que também estava pesadinha um pouco.
Por isso, se puder despachar o máximo de coisas, faça! Sem pena.

6. Leia um livro
Clichê, né?! Mas funciona.
A Andrea me emprestou esse livro e eu comecei a ler ele em Bogotá, durante o dia a espera do voo pro RJ. Não terminei e nem cheguei perto de terminar, pois estava há tanto tempo sem dormir que comecei a ficar com dor de cabeça, mas me engajei com a história e continuo lendo depois que cheguei.

Detalhe que ele está em espanhol, tá. Ele tem uma continuação, depois faço uma resenha dos dois livros que ela me emprestou aqui no blog.

7. Não esqueça da comida
Eu levei um mega estoque, juro!
Passei no super antes de viajar e comprei um mix de castanhas e uns chocolates. Chegando em San Salvador, comprei umas coisas em uma loja mara chamada Diana, que vende uns bombons muito bons e baratos. Comprei também uns nachos e comi junto com meu jantar, que havia comprado na Subway. 
Desculpa ou não, o açúcar presente em muita coisa me ajudou a ficar acordada por mais tempo.

Quando cheguei no Rio não tive nenhum contratempo com as minhas malas, então foi só esperar o uber e descansar.

E aí, gostaram das dicas?
Beijo, até a próxima!




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